Institucional
18 de maio de 2026

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

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Neste 18 de maio, a Sociedade Brasileira de Psicologia reafirma a importância da aliança entre ciência e prática na proteção da infância e da adolescência.

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Sociedade Brasileira de Psicologia

Redação

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Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Nem toda violência sexual deixa marcas visíveis.

Às vezes, ela aparece no silêncio repentino. No medo. Na mudança brusca de comportamento. Na criança que “ficou diferente” e ninguém conseguiu entender o porquê.

Esses sinais importam porque, no Brasil, a violência e a exploração sexual contra crianças e adolescentes seguem como uma das mais graves violações de direitos humanos e um importante problema de saúde pública.

Em 2025, o país registrou 59.887 notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo dados do Sinan/Ministério da Saúde. Nos últimos 11 anos, foram mais de 422 mil notificações.

Ainda assim, os números não contam tudo.

Grande parte das violências acontece dentro de relações de confiança, dependência e proximidade. Por isso, muitas vítimas não conseguem denunciar. Outras têm medo de serem culpabilizadas, desacreditadas ou abandonadas.

Quando a violência permanece em segredo e sem suporte protetivo, seus efeitos podem atravessar o desenvolvimento. Evidências científicas mostram impactos persistentes no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e relacional de crianças e adolescentes, com repercussões que podem se estender à vida adulta.

Por isso, enfrentar a violência sexual exige mais do que denúncia. Exige prevenção, ciência, políticas públicas, escuta qualificada e redes de proteção fortalecidas.

Neste 18 de maio, a Sociedade Brasileira de Psicologia reafirma a importância da aliança entre ciência e prática na proteção da infância e da adolescência.

Porque proteger crianças e adolescentes é também compromisso da Psicologia com a ciência, a ética e uma sociedade mais justa.

Texto elaborado por Patricia de Cássia Carvalho Campos (Doutora em Psicologia / UFMG, Psicóloga CRP 04/35.796, Coordenadora da Rede SBP Jovem, Sócia efetiva da SBP)