Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+
A Sociedade Brasileira de Psicologia tem, como uma de suas bandeiras, o combate à discriminação e às desigualdades por gênero, identidade ou orientação sexual.
Sociedade Brasileira de Psicologia
Redação

28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ em referência à resistência da comunidade LGBTQIAPN+ às ações policiais no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, em 1969. Na época, a homossexualidade era considerada crime e o bar era um dos poucos refúgios para pessoas trans, gays e drag queens, que decidiram reagir espontaneamente à violência e às constantes batidas policiais no local. O episódio durou dias e tornou-se um marco histórico da luta pelos direitos civis dessa população. O panorama atual se refere a uma maior proximidade de direitos civis, mas ainda há distância em relação aos preconceitos e estigmas. Segundo dados divulgados pela Agência Brasi, em 2025 foram registradas 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ no país, incluindo homicídios, suicídios, latrocínios e outras causas violentas. Isso evidencia a necessidade de ações da Psicologia para promoção dos direitos humanos, enfrentamento da discriminação e proteção da saúde mental dessa população.
Na psicologia, o estresse de minorias refere-se ao sofrimento decorrente da discriminação e da LGBTfobia vivenciadas por pessoas LGBTQIA+. Esse estresse resulta de experiências como microagressões, rejeição familiar, bullying, estigma, medo constante de preconceito e rejeição, além da internalização de atitudes sociais negativas sobre a própria identidade, podendo gerar vergonha, autorrejeição, ocultação da identidade e estado permanente de vigilância. As consequências para a saúde mental incluem aumento do sofrimento psicológico, exclusão social, redução de oportunidades, maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de transtornos mentais e maior risco de comportamento suicida.
A Sociedade Brasileira de Psicologia tem, como uma de suas bandeiras, o combate à discriminação e às desigualdades por gênero, identidade ou orientação sexual. Assim, ressaltamos que o orgulho se faz não só dentro da própria comunidade LGBTQIAPN+, mas na sociedade científica, nas famílias, escolas e organizações. Orgulhar-se opõe-se a envergonhar-se, e imaginamos uma sociedade em que as famílias possam se orgulhar de seus filhos LGBTQIAPN+, e que encontrem apoio para o desenvolvimento de sua saúde mental, de seus projetos acadêmicos, profissionais e de vida.
Texto Elaborado pela Profª Drª Claudia Lúcia Menegatti
Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Psicologia
Participante da ONG Mães Pela Diversidade